quinta-feira, 20 de maio de 2021

Sugestões de atividades para fazer em casa

Criando sua própria Pipa 



    A sugestão da vez será a famosa Pipa, que possui vários nomes, várias formas de ser feita e muito popular dentro do território brasileiro, e fora dele também. Primeiramente, vamos saber um pouco sobre sua história e de onde surgiu-se sua ideia e criação, originada, provavelmente na China e por volta do Extremo Oriente há mais de 3000 anos, usada com o intuito de chamar atenção das pessoas, por ter forma que se assemelha a de um pássaro e também tinha ligação com a religião e a mitologia. Dizem que também foi utilizada no exércitos militares com o intuito de afrontar os inimigos e fazer-los acreditar na presença de criaturas malignas. E assim se difundiu o seu uso e seus diferentes significados e formas de se fazer até chegar aqui no Brasil como forma de brincadeira popular de toda criança, por ser de fácil acesso aos materiais e ser bem fácil de ser feita. 

    Vamos ao passo a passo bem simples da construção de nossa pipa agora:

Materiais necessários: 

- 2 palitinhos/espeto/varetas de bambu/ palha de coqueiro (o mais leve é o mais indicado);
- 1 Cola de papel;
- 1 tesoura (sem ponta);
- Folhas de papel crepom ou seda;
- Sacola picada para a rabiola;
- Linha;
- Barbante;

Como fazer:

- Recorta uma forma quadrada do papel;
- Cole um na diagonal e faça um arco com o outro cruzando por cima do que já esta colado;
- Reforce a junção com a linha fazendo dois furinhos onde elas se cruzam, amarre a linha pra puxar a pipa a partir do nó (mas deixe um espaço); 
- E por ultimo faça uma rabiola bem colorida com o papel crepom ou sacola picada (cortar em tiras e colar alternado na linha);
- Prender na pipa na parte de baixo;




Sugestão de exercício físico: Yoga



Boas atividades!









Sites referência: 
https://www.portalsaofrancisco.com.br/curiosidades/historia-da-pipa
http://www.dicasmiudas.com.br/como-fazer-sua-propria-pipa/



Por: Geovana Costa e Renato Coelho


quinta-feira, 6 de maio de 2021

Sugestão de atividades para fazer em casa

 Jogo da memória com Anatomia


Buscando uma interdisciplinaridade hoje, com a sugestão de uma brincadeira: a conhecida “memória” juntamente aos conhecimentos abordados em disciplinas da Educação Física como por exemplo a Anatomia que nada mais é do que o estudo do corpo humano e suas particularidades, tem um certo grau de complexidade, mas acredito que possa ser trabalhado em várias faixas etárias se apresentado de forma lúdica e bem explicada.


Passos da atividade:


1. Recortar os quadradinhos e as fichas informativas;

2. Colocar espalhado pela mesa ou chão virados para baixo, com o lado branco para cima;

3. Reunir os participantes e ir em busca das figurinhas e seus pares, cada um por vez;

4. A cada par que achar se faz um ponto, quem faz um ponto tem mais uma tentativa;

5. Assim que se achar um par, além de ganhar um ponto o participante deve ler ou pedir para alguém ler a ficha com as informações/curiosidades daquilo que achou;

6. E para finalizar a atividade, também apontar no próprio corpo aonde fica localizado o osso/orgão que foi encontrado.


Segue abaixo as figurinhas e fichas a serem usados para a atividade:












HIIT


E como uma segunda sugestão de atividade, o HIIT (high intensity interval training) que está em alta nos último tempos, pois é uma junção de treino eficiente, com alto gasto calórico, alta intensidade e dentro um menor tempo. 

Benefícios: 

- Queima maior de calorias;
- Ajuda a controlar a fome;
- Melhora capacidade cardiorespiratória;
- Diminui o nível de glicose no sangue; 
- Desenvolve um melhor condicionamento e capacidade respiratória.




Boas Atividades! 








Por: Geovana Costa e Silva



Alguns site de referência para a coleta de informações:
https://www.infoescola.com/
https://brasilescola.uol.com.br/
https://www.biologianet.com/
https://mundoeducacao.uol.com.br/
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/01/06/hiit-os-beneficios-e-como-fazer-o-treino-que-acelera-a-queima-de-gordura.htm


 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Sugestão de atividades para fazer em casa

 Bola no balde


  O educativo “bola no balde” com intuito de se chegar a uma aproximação com a modalidade do Basquetebol, através da colocação de baldes pendurados em determinadas alturas na parede com o objetivo de se fazer arremessos e acerta o balde com a pontuação, entre membros da família, promovendo a interação, promovendo o lúdico dentro de casa e com poucos recursos. Buscando assim ampliar mesmo que nesse momento delicado a percepção quanto as atividades corporais e saber explorar da melhor forma, dentro das possibilidades que nos é dada.


  Será necessário então para esta brincadeira: baldes, corda, bolas, meia e uma fita adesiva. Amarrar os baldes primeiro em alturas mais baixa e em seguida ir subindo e aumentando a dificuldade da tarefa, usando a corda para pendurar, e se caso não tiver uma bola dentro de casa pode até mesmo usar um “bolo de meia”, o importante é vivenciar e a fita adesiva para fazer a delimitação da distância mínima estabelecida para se fazer o arremesso, podendo também ser definida por quem se brinca, ou seja, pode ser colocando mais perto para facilitar o arremesso ou colocando em uma distância maior para aumentar a dificuldade da tarefa. Definindo o número de rodadas entre os participantes, quantas chances, quantos acerto e a distância certa estabelecida para cada arremesso e fazer o máximo de pontuação possível para concluir a atividade com êxito.





Pilates

  Desenvolvido inicialmente para ganho de força muscular, ganhou novos objetivos, sendo eles o ganho de flexibilidade e a definição corporal e também foi sendo aplicado no tratamento de várias disfunções. Sendo uma indicação quase que universal mas com devidas particularidades de cada atividade e público-alvo.

  Recomendamos aqui então uma atividade de nível intermediário com o intuito de fortalecer nas questões de melhoramento postural e alongamento.




Boas atividades!





Artigo referência: PILATES NA REABILITAÇÃO – uma revisão sistemática (https://periodicos.pucpr.br/index.php/fisio/article/view/19479/18823)

O BASQUETE COMO UM COMPONENTE LÚDICO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR(http://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20170411125439.pdf)



Por: Geovana Costa e Silva

terça-feira, 16 de março de 2021

Sugestões de atividades para fazer em casa:

Amarelinha

   Uma brincadeira tradicional das mais conhecidas no mundo todo, difícil achar alguém que não brincou dessa, então vamos relembrar e praticar essa brincadeira, conhecer um pouco mais dela e se divertir. também recebe outros nomes dependendo da região do país onde se brinca, tais como: maré, sapata, macaca e etc. Segundo os vestígios históricos mais antigos, esta brincadeira popular deve ter surgido durante o chamado Império Romano, pois foram encontrados vários desenhos e gravuras de crianças brincando nas ruas de Roma Antiga. Na cultura romana este jogo simbolizava a passagem da vida humana, e por isso existe nas suas extremidades geométricas as palavras céu e inferno.

   Os primeiros registros escritos sobre a amarelinha surgiram no século XVII, no chamado “Livro dos Jogos” escrito pelo inglês Francis Willughby. Os portugueses foram quem trouxeram a amarelinha para o Brasil. O nome “amarelinha” deriva da palavra francesa “marelle”, que significava a pedrinha utilizada no jogo, mas os portugueses interpretaram como “amarelo” e por fim virou o nome da brincadeira “amarelinha”. A amarelinha se tornou hoje uma das brincadeiras mais conhecidas no mundo e praticada por crianças de todos os continentes.




Treinamento Funcional

O que é?

Um conjunto de exercícios praticados como preparo físico ou como forma de aprimorar as habilidades, onde a execução de todos eles se preocupam com a função, ou seja, com o propósito de cada um, sendo eles específicos ou gerais.

Qual sua origem?

Origem na área de fisioterapia e reabilitação possibilitando que os pacientes tivesse um retorno mais rápido as atividades normais do dia a dia com um bom desempenho e sem dores. Com isso o treinamento funcional passou a ganhar força nos planos e programas de treinamento quando se observou tantos benefícios com a sua prática.

E pra que serve?

Redução, Estabilização e produção de força. Mobilizando mais de um segmento ao mesmo tempo, em diferentes planos e com diferente ações musculares, sendo assim, tornando o praticamente mais eficiente, treinado e habilidoso nas funções as quais possui dificuldades inicialmente.

Enfim, chegou a hora de praticar essa maravilha, segue abaixo um video, de trenamento funcional para se fazer em qualquer lugar que estiver:


Escrito por: Geovana Costa e Renato Coelho


terça-feira, 2 de março de 2021

Sugestões de atividades para fazer em casa:

   

    Em busca de amenizar os danos causados pela pandemia, tivemos a ideia de a cada semana propormos atividades para serem feitas em casa, em busca de melhorar os aspectos tanto fisiológicos quanto mentais, para que possamos passar por esses momentos da melhor forma possível, seja alimentando-se de coisas boas, brincando, aprendendo e evoluindo a cada dia um pouco mais em nossas vidas.


1. Stop!



2. Alongamentos



O que é alongamento para que serve?

  Alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem a extensão das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. O principal efeito é o aumento da flexibilidade.


Quais são os benefícios do alongamento?

  Os benefícios do alongamento são:

Relaxa o corpo e a mente, ajudando a aliviar o stress;

Proporciona o bem-estar físico e mental do praticante;

Estimula o desenvolvimento da percepção do próprio corpo;

Reduz a probabilidade de desenvolver lesões musculares;

Restringe os riscos de disfunções da coluna;


Quanto tempo uma posição de alongamento deve ser mantida?

  Deve-se permanecer na posição de alongamento por pelo menos 30 (trinta) segundos, a fim de ter um melhor aproveitamento dos exercícios e consequentemente o ganho da flexibilidade e amplitude articular.


sábado, 27 de fevereiro de 2021

A Escolha de um Estilo de vida mais saudável para as crianças mesmo durante a pandemia

 

(Escrito por: Geovana Costa e Silva e Renato Coelho)

  Atualmente as crianças estão sendo uma das maiores vítimas da pandemia da Covid-19 em todo o mundo. Talvez sejam as que mais estão sendo afetadas pelas regras de isolamento social decretada por diversos países ao redor do planeta, já que as crianças constituem o grupo que mais tempo tem experimentado o confinamento de forma contínua em casa, haja visto o fechamento de escolas e creches há quase um ano. Não há dúvidas que para a maioria das crianças, o isolamento social afeta drasticamente o seu desenvolvimento motor, cognitivo e social, já que as interações e os relacionamentos coletivos nesta faixa etária são primordiais para o desenvolvimento das suas funções psicológicas superiores da mente.

  Várias escolas e creches de vários países distintos ensaiaram o retorno às aulas presenciais, mas devido ao alto número de surtos e contágios pelo novo coronavírus e de suas mutações mais transmissíveis e contagiosas, tais escolas fecharam novamente os seus portões, seja na Europa, Ásia, Oceania, África ou na América. O retorno às aulas presenciais no atual momento da pandemia se torna algo totalmente impossível, sejam quais forem os protocolos de segurança sanitária, pois as novas variantes do vírus são cerca de dez (10) vezes mais contagiosas, tornando inevitáveis surtos entre crianças escolares, pois escolas são por natureza ambientes de aglomerações.

O que fazer então com as nossas crianças?

  No caso específico da cidade de Goiânia, que atualmente experimenta uma segunda onda com índice de transmissão superior a um (01) Rt>1, e com previsões de pico de contágios provavelmente para os meses de março e abril, o recomendado neste contexto é ainda o isolamento social e a adoção somente de aulas virtuais (on-line), ao contrário do que diz em as autoridades locais que estão permitindo a abertura de escolas com 30% de ocupação e sistema de rodízio de alunos e de turmas.

  Neste momento tão complexo, difícil e delicado, criamos alternativas para a promoção de um estilo de vida mais saudável e humanizado para as crianças durante a pandemia. Ainda que as crianças estejam em aulas remotas e sem aulas presencias, é possível criar uma rotina saudável e humanizada para as crianças em tempos de isolamento social na pandemia.

  Uma das principais considerações para a manutenção das aulas presencias para as crianças diz respeito ao retardo do desenvolvimento infantil, podendo produzir sequelas no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças. Porém, o que os defensores desta tese desconsideram, são as sequelas ainda piores e mais agressivas provocadas pela covid-19 em crianças, ou seja, as síndromes pós covid-19 além de graves e duradouras, sejam em crianças ou em adultos, possui um outro importante agravante, tais sequelas e síndromes são totalmente desconhecidas a longo prazo, podendo gerar doenças crônicas, ou seja, que até o presente momento não possuem cura pela medicina. Portanto, colocando tudo na balança é notório que ser contaminado por covid-19 pode acarretar danos e problemas maiores do que aqueles provocados pelo isolamento social em si. A verdade é que não vale a pena arriscar a saúde ou a vida das crianças com aulas presenciais, sendo que problemas no desenvolvimento ou de aprendizagem podem ser sanados e recuperados, e as sequelas da covid-19, ainda não se sabe nada ao certo.

  Para tentar amenizar o sofrimento das crianças e dos pais, criamos alguns critérios abaixo para servir como sugestão aos pais a fim de tentar proporcionar uma vida integral e mais saudável aos seus filhos nestes tempos difíceis de pandemia.

  Procure levar as crianças aos parquinhos públicos da cidade, onde elas poderão brincar ao ar livre e com mais segurança do que em locais fechados e sem ventilação de ar. Procure os horários com menor frequência de pessoas para evitar aglomerações e leve sempre o álcool em gel e máscaras. Desde que estes espaços estejam liberados pelas autoridades de saúde, irá propiciar às crianças momentos agradáveis e de descontração.

  Caminhadas e passeios em parques com área verde são espaços saudáveis e aconselhados para se levar as crianças. Aqui elas podem juntamente com os pais correrem, realizarem brincadeiras populares e até lanches (pique-nique) com seus familiares. Tais momentos além de possibilitarem descontração e lazer, ajudam na higienização da mente, evitando o estresse e problemas relacionados ao sedentarismo.

  Com as barras espalhadas pelos parques é possível trabalhar de diversas formas, fortalecimento muscular, alongamento, condicionamento físico coisas que colaboram para uma série de benefícios para qualquer ser humano, e o mais legal, de fácil acesso. Sem contar com a respiração do ar puro e direto contato com a natureza que pode nos ajudar a reconectar e renovar as energias que por vezes na correria do dia a dia elas acabam. Lugar onde promove relação entre o ser e o meio e uma boa forma de usar e aproveitar a tudo isso. As crianças podem se esbaldar no contato com a grama, terra, escorregadores, balanços e os pais ao mesmo tempo que levam seus filhos pra um momento de qualidade podem aproveitar pra fazer uma caminhada, dar uma ativada em todo o funcionamento físico e mental do corpo, assim contribuindo para uma vida mais longilínea e saudável. E é claro junto com isso, manter todos os cuidados possíveis de prevenção a COVID-19, principalmente evitando o contato com pessoas fora do seu convívio de casa para evitar dar abertura a novas possibilidades de contágio.

sábado, 7 de novembro de 2020

A Segunda Onda da Covid-19: as escolas, as crianças e a educação física

    Escrito por: Geovana Costa e Silva (UFG)  e  Renato Coelho (UEG)


     Se observamos quando estamos na praia, a melhor diversão é a de poder brincar e nadar nas ondas. Seja adulto ou criança, todos gostam dessa brincadeira com as ondas do mar. Uma das partes preferidas consideradas pelos banhistas é poder “furar” as ondas e também pegar o famoso “jacarézinho”. Seja quando as ondas se aproximam e então você mergulha sob elas e sai do outro lado totalmente “ileso” ou deslizando até a areia com as águas te levando sobre uma prancha. Mas às vezes, a frequência das ondas é muito alta, ou seja, propagam várias ondas consecutivas em um pequeno intervalo de tempo, e não conseguimos desviar, elas nos acertam em cheio, e é então quando levamos o famoso “caldo”, quando nos desequilibramos e engolimos muita água sem estarmos com nenhuma sede. Seja a onda grande ou pequena, mergulhar por baixo delas é a mais pura diversão, basta apenas saber o “time” para se jogar, não pode ser muito cedo e nem muito tarde o furar a onda, caso contrário, a onda nos acerta em cheio. Mas as ondas mais perigosas são as denominadas “ondas de retorno”, que vem sempre em direção contrária às demais ondas, no sentido da praia para o mar. São aquelas ondas que chegam e em seguida refletem na praia, retornado para o mar novamente. Nesse retorno frenético, as ondas de retorno formam as fortes correntezas do mar que arrastam os banhistas. Nestes locais onde se formam as correntes de retorno não é aconselhado o nadar, a fim de se evitar afogamentos. 
    E já na nomenclatura das epidemias, o termo “onda” é bastante utilizado e serve para designar o intervalo de tempo entre dois ou mais picos distintos de contágios, ou o intervalo entre dois platôs da curva. Durante a pandemia da gripe espanhola em 1918, que perdurou por cerca de três (3) anos, houve regiões do mundo que experimentaram três (3) e até quatro (4) grandes ondas da epidemia. Quando se diz “nova onda” significa uma nova propagação de contágios após se experimentar um período de grande alta seguida de estabilização ou de queda de óbitos na pandemia.
    Quando se passa por um pico de contágios e de mortes, logo em seguida se estende um platô de estabilidade ou ainda uma queda vertiginosa de infectados, neste segundo caso, é quando se adquire uma falsa segurança e a sensação de que o pior já passou. É neste momento que baixamos a guarda e relaxamos nos cuidados e na prevenção. Porém, uma nova onda pode desfazer essa falsa sensação, podendo provocar uma nova crescente exponencial de contágios. E é exatamente isso o que assistimos atualmente na Europa e nos EUA. Após um verão quente, onde se flexibilizaram todas as regras de isolamento social, muitos saíram para as ruas, para o lazer, festas e fizeram viagens, aumentando consideravelmente os contágios. Se aproxima agora o rigoroso inverno no Hemisfério Norte e com ele uma provável alta acelerada de casos de covid-19, e a volta dos bloqueios, quarentenas e lockdowns, provando o fracasso das políticas públicas naqueles países em relação ao combate e mitigação de novos contágios, onde as testagens e rastreamentos não foram realizados de forma adequada. Medidas rigorosas de quarentena, toques de recolher e de lockdowns são necessárias para regiões ou países que de fato fracassaram na estruturação e na implementação de testagem em massa. Países que lograram êxito na política de testagem e rastreio não decretaram medidas rígidas de isolamento social, ao contrário, a sua população pôde desfrutar das relações sociais coletivas sem barreiras ou impedimentos, pois a testagem em massa permite saber com precisão onde está o vírus, e assim controlar eventuais surtos e evitar crescimento exponencial de contágios. 

                 Figura 01 – Gráfico com simulações da dinâmica de três (03) ondas epidêmicas 

      Atualmente a Europa se tornou novamente o epicentro da pandemia do novo coronavirus no mundo, já experimentando uma segunda onda de contágios em vários países, como na França, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Itália, Espanha, Portugal e República Tcheca. Tudo leva a crer que o fracasso das testagens em massa, as flexibilizações precoces, o cansaço e a fadiga dos europeus frente ao contínuo e rígido isolamento social experimentado durante o primeiro semestre de 2020, e ainda a tentadora chegada do verão que facilitou as aglomerações, e por fim, somado a tudo isso as novas mutações sofridas pelo vírus Sars-Cov-2 serviram de catalisadores para o surgimento desta nova e gigantesca segunda onda europeia. Os EUA também experimentam uma nova segunda onda com o aumento rápido e acelerado de novos casos de covid-19 após meses de estabilidade e declínio na curva de contágios.
      A segunda onda verificada atualmente nos países europeus apresenta uma dinâmica muito diferente da primeira onda. Observa-se que nesta segunda onda o número de contágios é muito superior ao da primeira, porém, o número de óbitos é, ao menos por enquanto, bem menor do que antes. Esse novo comportamento é explicado basicamente pelo exagerado número de subnotificações ocorridas no primeiro semestre (primeira onda), ou seja, os números oficiais de contágios pelo novo coronavirus publicizados naquele período, foram absurdamente inferiores aos números reais. No Brasil, por exemplo, pesquisas sorológicas realizadas em várias cidades do país pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL - EPICOVID) apontaram que os números verdadeiros de casos reais poderiam chegar a cerca de 9 vezes os números oficiais divulgados pelo governo, demonstrando o exagero nas subnotificações. Atualmente no mundo inteiro se faz mais testes genéticos (RT-PCR) do que no período da primeira onda, ocorrida no primeiro semestre, logo se tem essa aparente leitura de que os contágios são maiores e os óbitos muito menores do que na primeira onda. Porém, a tendência é com que os óbitos também aumentem numa escala muito grande, já que o aumento de óbitos sempre vem a reboque, ou seja, depois do aumento de contágios. Já é sabido que quando os contágios aumentam sem controle, o número de mortes também aumenta logo em seguida. Há que se ressaltar também a experiência adquirida pelas equipes médicas de todos os países no tratamento da covid-19, que ajuda a diminuir o quantitativo de óbitos, já que no início de 2020 a covid-19 era totalmente desconhecida pela ciência e pela classe médica e nem sequer haviam respiradores suficientes nos hospitais do mundo. Mas, infelizmente quando iniciar novamente o colapso das redes hospitalares dos países que experimentam a segunda onda, essa importante “expertise” no tratamento médico hospitalar não terá muita influência na diminuição do número de óbitos, já que num contexto de colapso nos hospitais, a maioria dos óbitos ocorrem nos domicílios ou nas filas de hospitais em busca por atendimento. 
    Observamos mais uma vez que milhares de pessoas serão mortas pela falta de atendimento médico hospitalar e que o sistema capitalista evidencia o seu total desprezo e desinteresse pela saúde e pela vida dos trabalhadores, onde a maioria dos percentuais de mortes pela covid-19 estão entre as classes mais baixas, de moradores excluídos das periferias, de trabalhadores precarizados e idosos.
    No Brasil, devemos ressaltar que, devido à sua dimensão continental, existem várias epidemias da covid-19 ocorrendo ao mesmo tempo em nosso território, com amplitudes, frequências, letalidade e velocidades distintas. Cada Estado da Federação apresenta uma curva pandêmica diferente das demais. Vemos que as primeiras regiões a atingir o pico da primeira onda da pandemia foram as regiões Norte, Nordeste e Sudeste, e somente a partir de julho e agosto as regiões Sul e Centro-Oeste alcançaram o pico do gráfico, onde se registraram as maiores altas no período. Logo, se torna muito mais fácil analisar o surgimento de novas ondas da pandemia por Estados, e não de forma nacional. E é exatamente isso o que se observa hoje, o surgimento de uma segunda onda de casos no estado do Amazonas e em Santa Catarina, enquanto a curva nacional apresenta queda no número de óbitos e de contágios atualmente. Enquanto alguns Estados da federação apresentam queda ou estabilidade nos contágios, outros Estados apresentam aumento vertiginoso.
   No Brasil temos então várias ondas pandêmicas fluindo ao mesmo tempo. Como se tem várias epidemias distintas em cada região ou estado da nação, e sem nenhuma gestão nacional e centralizada, então teremos localidades que permanecerão numa primeira onda, enquanto outras experimentam ou irão experimentar a segunda ou a até a terceira onda da pandemia. Seria de fato como no exemplo das ondas do mar que ilustramos no início deste texto, no Brasil as curvas pandêmicas se comportam como ondas bravias em um mar revolto, que arrastam todos que estiverem no seu caminho. As segundas e terceiras ondas são provocadas pelo fracasso nas políticas de mitigação de contágios, onde aquelas pessoas que outrora estavam protegidas em isolamento social, passam então a contrair o vírus.
   Numa escala nacional, talvez venhamos a assistir uma sobreposição de ondas de contágios, onde experimentaremos aceleração nos contágios e óbitos que convergirá para uma segunda onda, já que houve flexibilização geral de todas as atividades econômicas no país e ao mesmo tempo não houve e nem existe nenhuma política pública nacional de mitigação de contágios. A total negligência do governo federal e dos governos estaduais na construção de políticas de testagem em massa e em rastreamento de contatos tem levado a população a viver a vida como se não houvesse pandemia, submetidos à própria sorte, na roleta russa da covid-19 e do falso normal. O descrédito da população com relação aos governos (municipal, estadual e federal) tem levado muitos ao não engajamento em novas propostas relacionadas a qualquer implementação de regras de isolamento social, demonstrando assim uma total desesperança e desmotivação de uma grande parte da população referente a este tema. O próprio Estado é o responsável pelo surgimento da pandemia com a destruição da natureza e exploração do trabalho, e o próprio Estado é quem não disponibiliza tratamento de saúde adequado ao trabalhador, numa tentativa inútil de atacar apenas os efeitos e não a causa do problema, cuja consequência são as mais de 160 mil vítimas da covid-19 até o momento no Brasil.
   Uma segunda onda no atual contexto brasileiro poderá provocar maiores estragos do que a primeira, pois uma grande parcela da população que durante a primeira onda estava em isolamento social, hoje estão nas ruas e trabalhando. E o segundo ponto é que o estresse e o cansaço provocado nas pessoas durante o isolamento social no primeiro semestre deixarão todas essas pessoas menos propensas a uma adesão às novas propostas de regras de isolamento social, tal qual ocorre hoje no Hemisfério Norte, onde a população está indo às ruas protestar contra novos lockdowns e quarentenas obrigatórias. Uma segunda onda irá pegar todos de surpresa, num momento crítico onde a maioria acaba por “baixar a guarda” ao se expor mais ao vírus.
   É interessante observarmos que todos os países europeus que hoje experimentam uma segunda onda, além de terem flexibilizado praticamente quase todas as atividades econômicas, também realizaram a reabertura das escolas durante a pandemia. No estado do Amazonas também houve uma abertura precoce das escolas ainda no mês de agosto deste ano, o que contribuiu sem sombra de dúvidas para o surgimento da segunda onda observada atualmente naquela região importante do país. Temos então as provas e evidências de que a reabertura precoce de creches, escolas e universidades numa pandemia, potencializam o crescimento dos contágios. Basta conversar com um professor ou funcionário administrativo de qualquer escola, creche ou universidade e perguntar sobre a dinâmica de funcionamento destas instituições, e saber o quanto o retorno às aulas presenciais, é capaz de impactar na mobilidade e na dinâmica de um bairro ou de uma cidade inteira. Até mesmo o comércio próximo das escolas, veem aumentar a sua clientela com os portões das escolas abertos. O trânsito se torna mais intenso nas zonas urbanas quando da abertura das escolas. E dentro das escolas, os milhares de contatos entre as crianças, e entre os professores, pais de alunos e de funcionários fazem deste ambiente escolar um ambiente singular de aglomerações e de contágios. Num shopping center ou numa avenida comercial é razoavelmente possível controlar a velocidade do fluxo de clientes nas lojas, porém numa escola essa é uma tarefa quase impossível, basta perguntar a quem já trabalhou ou trabalha em escola. Escola é ambiente de aglomeração, não existe escola sem aglomeração de pessoas. Deve-se somar a tudo isso o alto grau de precarização em que se encontram as escolas públicas no Brasil, o que dificulta muitíssimo na construção de ações de prevenção contra a covid-19, haja visto o grande número de escolas públicas brasileiras sem nenhuma estrutura básica de controle sanitário, como a ausência de sabão e água encanada nos banheiros e o elevado número de salas de aula sem janelas.

O que fazer então com as crianças fora das escolas? 

                   Figura 02 – Algoritmo para a volta das crianças às aulas presenciais na escola 

   Conforme tudo visto e mencionado é preciso então, partindo da ideia do algoritmo acima, propor uma nova visão dentro do nosso cotidiano para com as nossas crianças, buscando a relação entre criar alternativas, entretenimentos, educação, lazer, criatividade e ludicidade. Com isso, a fim de minimizar os danos causados por esse cenário tanto para as crianças como para uma sociedade como um todo, pois todos fomos “lesionados” ou afetados de alguma forma como consequência da pandemia, seja através de, ansiedades, questionamentos, transtornos, solidão, sintomas físicos e mentais de uma forma geral. Partindo disso, buscamos desenvolver e construir fatores de proteção para nossas crianças principalmente nesse ambiente. É como se imaginarmos na ideia de um dia levarmos nossos filhos para a praia, nos preparamos antes, com avisos prévios, cuidados, os maiores acabam cuidando dos menores pois sabem lidar melhor com as ondas e ajudam os pequenos a se preparem e se protegerem. As ondas da vida são assim, vem e vão, por algumas vezes calmaria, já outras, avassaladoras, por isso o cuidado e preparação servirão de grande aporte em meio a esses momentos. Durante o crescimento da pandemia (1) na linha amarela no gráfico as crianças ficam dentro de casas, mantendo o isolamento social, desenvolvendo atividades lúdicas e criativas na medida do possível. Após o pico de sua evolução, já na fase descendente da faixa de contágio (2) os pais já podem levar seus filhos aos parquinhos, a brincar na rua seguindo as regras de cuidado e do distanciamento social e procurar manter essa atuação sem que haja o descuido e relaxamento com as medidas de proteção até alcançarmos a fase (3) onde há a chegada de uma vacina podendo assim retornar as atividades escolares e demais outras que estavam restringidas devido ao caos chamado Covid-19.