terça-feira, 1 de novembro de 2022

Jogos e brincadeiras da Cultura Africana

A cultura brasileira guarda importantes traços que foram herdados da cultura africana. Esta, por sua vez, chegou ao nosso país por conta das pessoas que foram escravizadas e trazidas até o Brasil durante o período colonial.

Vale lembrar que muitas vezes, e em muitos aspectos, as pessoas enxergam o continente africano de forma homogênea, enquanto na verdade, ele é um verdadeiro mosaico de povos e culturas. Sendo assim, é impossível pensar em tradições únicas. Veremos algumas brincadeiras tradicionais desse continente e que também foram trazidas para o Brasil.

1. Garrafinha

A brincadeira angolana é realizada por dois grupos de três a oito pessoas cada um. No centro do espaço para o jogo (pode ser uma quadra, ou qualquer outro espaço livre), uma equipe enche e esvazia garrafinhas com areia. Enquanto isso, a outra equipe arremessa uma bolinha, tentando atingir as pessoas do centro. A dinâmica lembra o jogo de queimada. Quando acertam alguém, as equipes trocam de lugar. O objetivo não é ganhar ou perder, e sim, se divertir.

2. Labirinto

Vinda de Moçambique, pode ser brincada na quadra ou no pátio da escola. Com um giz, desenha-se um labirinto no chão e as crianças devem começar na extremidade externa do desenho (elas podem ficar em pé ou usar uma pedra para representar cada jogador). Para avançar pelo caminho, os jogadores tiram par ou ímpar e o vencedor de cada rodada avança para a posição seguinte. Isso se repete várias vezes e quem chegar ao final primeiro, ganha a partida

3. MATACUZANA

O desafio, que deu origem a jogos como "três-marias", exige pedrinhas e um buraco no chão. Caso não esteja em um lugar com terra, recorte um círculo de papel para delimitar o campo. O objetivo é jogar as pedrinhas para cima, tirar uma ou mais do buraco e pegar de volta a sua antes que ela caia no chão. Quem erra passa a vez. Vence quem tirar mais pedras do buraco.

4. Acompanhe meus pés

Com origem no Zaire, a brincadeira é uma ótima opção para trabalhar a memória das crianças. Para brincar elas devem formar um círculo enquanto o líder canta e bate palma.

Em um determinado momento, ele para na frente de uma criança e faz um tipo de dança. Se ela conseguir imitar os passos será o próximo líder. Se não, este escolherá outra pessoa e novamente faça a dança, até que o novo líder seja definido.

A brincadeira dura o tempo estipulado pelo professor, ou até que as crianças se mostrem cansadas.

5. Mancala

O jogo, famoso em muitos países africanos, pode ser jogado entre dois jogadores por vez. São necessárias 36 sementes (ou qualquer outro grão) e um tabuleiro com duas cavidades maiores, os oásis (que servem de reservatório), e 12 ou mais cavas menores. O objetivo é distribuir as sementes uma a uma até que vença quem terminar com o maior número delas no oásis. Pode parecer simples, mas há quem compare o jogo a uma partida de xadrez.

6. Mamba

A brincadeira é tradicional da África do Sul. Para brincar de mamba é necessário delimitar um certo espaço no chão e todos que estiverem brincando devem ficar dentro do espaço. Somente um dos participantes ficará de fora. A mamba (ou cobra), ficará correndo ao redor do espaço demarcado com o intuito de pegar quem estiver dentro dele.

Quando um deles for pego, ele precisa segurar nos ombros ou cintura da mamba e assim por diante. Somente o que está em primeiro lugar da fila poderá pegar os demais colegas, entretanto, os membros da fila poderão ajudá-lo, uma vez que eles não podem passar pelo corpo da cobra. Vence a brincadeira o último que for pego

7. Obwisana

Sentados em círculo, os alunos passam uma pedra de mão em mão, batendo-a no chão conforme o ritmo da música a seguir.

“Obwisana sa nana

Obwisana sa

Obwisana sa nana

Obwisana as.”

Podem ser usadas duas ou mais pedras, mas sempre passando-as aos colegas. O interessante desta brincadeira cantada é despertar a sonoridade, e a coordenação entre a letra da música e o barulho feito pelas pedrinhas.



Acadêmica: Camila Lima de Souza

Jogos e brincadeiras do Continente Asiático

Nos jogos e brincadeiras do continente asiático percebe-se várias características marcantes de sua cultura, como por exemplo os brinquedos de madeira, que em todas as brincadeiras mais antigas eles estavam sempre presentes, outra característica é que algumas brincadeiras só poderiam ter meninas, a outra brincadeira só meninos, isso para eles era bem normal. Agora vamos citar alguns jogos e brincadeiras coreanas, japonesas entre outras, que fazem parte da cultura do continente asiático.

  1° Jogo japonês: Beigoma

·         Público alvo: Geralmente o público alvo são meninos pequenos.

·         Idade: Essa brincadeira poderá ser realizada a partir dos 6 anos.

·         Recursos: Um pião normal, ou até mesmo um pião que é usado no 


 Japão e conhecido pela criançada como Beyblade. Pode ser usado um barbante para os lançamentos dos piões, ou um disparador especial para esse jogo.

·         Objetivo: O objetivo da brincadeira é encontrar os vencedores da disputa entre os beyblade, onde as crianças lançam seus piões e o que ficar mais tempo rodando no local específico será o vencedor.

 Passo a passo da Beigoma

  1. A brincadeira precisa ser realiza a partir de uma dupla e a mesma terá um pião ou mais em sua mão como for determinado logo no início da competição.
  2. Cada jogador deve lançar o seu pião em um local a qual foi escolhido para a realizar a competição a partir de um barbante e ou com outros disparadores.
  3. Ao lançar o pião deve fazer com que fique a mais tempo rodando do que o do outro competidor, sendo que se o pião permanecer rodando por mais tempo será escolhido como o vencedor.

2° Otedama

  • Público alvo: Meninas e meninos que sejam pouco mais velhos.
  • Idade: Essa brincadeira poderá ser realizada a partir dos 6 anos.
  • Recursos: Pegue pedaços de pano para compor pequenos sacos e coloque feij
    ão ou outros itens para dar peso, costure-os ou então os feche com barbantes e linhas criando uns pequenos saquinhos.
  • Objetivo: O objetivo da brincadeira é fazer uma vasta quantidade de movimentos enquanto um dos saquinhos está no ar. Ao jogar é necessário pegar os outros sacos e fazer os movimentos distintos.

Passo a passo da Otedama

  1. A brincadeira precisa ser realiza a partir de uma dupla e a mesma terá um conjunto de saquinhos na sua mão.
  2. O otedoma pode ser feito de maneiras distintas, mas a brincadeira típica é jogar um dos seus saquinhos para cima
  3. Enquanto ele está sendo lançado deverá fazer um monte de movimentos com os outros saquinhos que ficaram abaixo, aos jogadores que fizeram mais movimentos enquanto o seu outro saquinho estiver no alto poderá ser determinado como o ganhador daquele jogo.

3° Tako-age

  • Público alvo: meninas e meninos.
  • Idade: Essa brincadeira poderá ser realizada a partir dos 10 anos.
  • Recursos: Para criar sua pipa é possível usar hashis descartáveis e um saco de nylon de lixo. A pipa ou kite poderá ter qualquer tipo e formato desejado, sendo diferente das mais vistas no nosso país.
  • Objetivo: O objetivo da brincadeira é se divertir e colocar sua pipa em evidência diante de outras pessoas. O interessante é deixar as pipas o mais alto possível e controlá-las através das linhas presas.

Passo a passo da Tako-age

  1. A brincadeira é simples e não há necessidade para outros jogadores, pois pode ser realizada isoladamente.
  2. As crianças ou o adulto pode criar a pipa que desejar e em um local aberto com boa presença de vento poderá lançar a pipa, podendo também puxar ou afrouxar com as linhas presas a pipa do qual permitirá pegar mais força e direção para os locais que o vento carregar.
  3. Quando mais alto, mais legal será localizar a sua pipa. Crie uma bem divertida para criar um efeito diferente no céu.

4° Gangorra Coreana

  • Público alvo: O público alvo dessa brincadeira são as meninas, por questões culturais da Coréia onde faziam essa separação de meninos e meninas em algumas brincadeiras.
  • Idade: A brincadeira é feita entre mulheres a partir de 10 anos.
  • Recursos: É preciso ter uma gangorra por perto ou no caso criar a sua a partir de uma madeira grande e lisa que ficará apoiada sobre um toco de madeira no centro, além de outra pessoa para brincar.
  • Objetivo: O objetivo da brincadeira não é sentar na gangorra, mas ficar em pé e pular em suas extremidades o que acaba fazendo que a pessoa do outro lado seja impulsionada para cima pelo parceiro.

Passo a passo da Gangorra Coreana

  1. A brincadeira pode ser um pouco difícil, pois no Brasil as gangorras são usadas sentadas, mas a típica da Coréia faz as mulheres ficarem em pé sobre as extremidades da gangorra.
  2. Tanto uma a pessoa que irá impulsionar com a outra devem estar em pé.
  3. Uma delas fará o movimento de pulo na gangorra impulsionando a outra pessoa ser lançada para cima como em um salto e quando voltar para o mesmo.

5°  Go ou Baduk

  • Público alvo:  meninos e meninas.
  • Idade: Pode ser realizada em qualquer idade a partir de 10 anos.
  • Recursos: A brincadeira é um xadrez típico dos países orientais, e é por isso que ocorre a necessidade de usar um tabuleiro feito de madeira ou outro material, além de pequenas peças para movimentar.
  • Objetivo: O objetivo da brincadeira é fazer com que os jogadores de fato exercitem a sua mente e possam criar estratégias para que as suas peças simulem quase que uma batalha pelo seu território.

Passo a passo Go ou Baduk

  1. A brincadeira exige que duas pessoas brinquem.
  2. Com um tabuleiro e peças (ou pedras) nas cores pretas e brancas é necessário ter as peças espalhadas no tabuleiro quadriculando, simulando uma espécie de batalha por território em um espaço limitado.
  3. As pedras não devem se mover, apenas colocadas e retiradas.
  4. O seu objetivo na brincadeira Go é criar um território maior e evitar que o seu concorrente tenha um amplo crescimento no seu território para que não saia vencedor dessa batalha.

6°: Hanetsuki

  • Público alvo: meninos e meninas.
  • Idade: Pode ser realizada em qualquer idade a partir de 06 anos.
  • Recursos: A brincadeira é feita por uma peteca típica do Japão e a mesma pode ser feita com auxílio de madeira e panos. Ela é quase um leque e tem um taxo de madeira para ter um bom movimento.
  • Objetivo: O objetivo da brincadeira é se divertir ao lado de todos os seus amigos, sendo que a peteca com taxo de madeira deve ter uma boa movimentação para jogar o item chamado badminton.

Passo a passo do Hanetsuki

  1. A brincadeira não exige que mais pessoas brinquem com a pessoa, devido a possibilidade de pegar sua própria peteca ou no caso, hanetsuki, para poder jogar para cima o item chamado de badminton.
  2. A ideia é que a pessoa comece a jogar para cima o badminton e não deixe ele cair ao chão.
  3. Faça manobras e movimentos distintos que permitem a brincadeira ficar ainda mais emocionante com o item voando mais alto.

7° Kendama

  • Público alvo: meninos e meninas.
  • Idade: Pode ser realizada em qualquer idade a partir de 06 anos.
  • Recursos: A brincadeira pode ser feita com uma potes de plástico, barbante e também uma bola pequena que juntos permite criar o típico bilboquê. Além de um pedaço de madeira para o manuseio.
  • Objetivo: O objetivo da brincadeira é colocar a bolinha desse seu bilboquê em cima. Ao mexer a bola que está no barbante ela deve ficar em cima do brinquedo. A brincadeira é de fato interessante.

Passo a passo do Kendama

  1. A brincadeira não exige que mais pessoas brinquem com a pessoa.
  2. Pegue o cabo com o polegar e o indicador para que colocar sua bola logo em cima do brinquedo, ou no caso, no orifício central que está ligando a corda com o suporte.
  3. O movimento é contínuo até conseguir o feito de colocar a bolinha em cima do brinquedo, na sua região central.

Acadêmica: Camila Lima de Souza



terça-feira, 28 de junho de 2022

Jogos Eletrônicos na atenção à saúde.

A brincadeira e os jogos auxiliam na formação pessoal e potencializam a habilidades. Ao longo do tempo, as formas de atividades lúdicas têm-se modificado em virtude da influência do avanço tecnológico que apresenta posicionamentos controversos de profissionais de saúde com destaque aos prejuízos causados pelo uso excessivo de jogos eletrônicos e exposição às mídias digitais. Contudo é inegável que tem se tornado crescente o número de brinquedos industrializados e digitais. 

Dentre as intervenções, os jogos eletrônicos são eficazes devido à sua atratividade e entretenimento para os usuários, melhorando seus conhecimentos e habilidades relacionadas aos cuidados de sua própria saúde. Diante do exposto pelo artigo definiu-se como objetivo descrever através


de revisão integrativa a utilização de jogos eletrônicos na atenção à saúde da criança e adolescentes. 

A busca dos artigos se deu através dos descritores selecionados, sendo norteada através dos seguintes critérios de inclusão: artigos nos idiomas português e inglês, disponíveis na íntegra, que contemplaram a temática principal, que abordassem sobre jogos de vídeo na promoção, prevenção, tratamento e recuperação da saúde de crianças e adolescentes, disponíveis em texto completo e que abordassem a questão de pesquisa. 

Analisando os resultados, foi possível identificar que a literatura aborda questões relacionadas ao uso dos jogos eletrônicos e atividades lúdicas que auxiliam na promoção, prevenção, tratamento e na recuperação da saúde de crianças e adolescentes, o que possibilitou a definição de duas categorias: jogos eletrônicos no cuidado relacionado às doenças crônicas e jogos eletrônicos no cuidado relacionado à atividade física. 

Além disso, aborda-se que os jogos melhoram também o funcionamento cognitivo da criança, podendo ser utilizados no treinamento da memória, desenvolvimento de habilidades analíticas e estratégicas. Estudo realizado na Nova Zelândia revelou que os pacientes que utilizaram jogos eletrônicos compreenderam mais sobre dieta e estilo de vida saudáveis, e também informaram que o indicador de açúcar no sangue era de fácil compreensão, apontando que o jogo os ajudou a entender melhor as mudanças do nível de açúcar no sangue a partir de suas escolhas.




O conhecimento relacionado à própria condição médica através do jogo descomplica a conversa das crianças com os profissionais de saúde, desenvolvendo nelas o senso das práticas de autogestão. 

brincar como recurso de negociação das abordagens que retratavam o modelo biomédico na assistência à criança hospitalizada, indicou que o método é facilitador no processo de trabalho para lidar com o sofrimento. Nesse sentido, o uso de um brinquedo eletrônico robô, pode favorecer a percepção de crianças ao assimilar conhecimento sobre DM. Conhecido na literatura que a prática de exercícios físicos melhora a circulação e previne doenças em crianças e que o avanço da tecnologia e uso de celulares podem deixar crianças com propensão ao sedentarismo. Estudo revelou que há uma diversidade de sérios games desenvolvidos na saúde que estimulam a prática de atividade física e apresentam potencial para aumentar o aprendizado motor e melhora a reabilitação física. Nesse aspecto, buscou-se verificar o uso do vídeo game como estratégia de prática de atividades motoras complexas em terapia convencional de fisioterapia com crianças com paralisia cerebral”, comprovou que o videogame permite aumentar os níveis de atividade, melhora da confiança, relações sociais e habilidades. 

O jogo de vídeo contribui para o desenvolvimento e manutenção da função cognitiva e terapia física à medida que aperfeiçoa os cuidados da saúde da criança com avanço do desempenho motor através do controle postural e equilíbrio, agilidade de movimentos e habilidades comunicativas. Contrapondo que os jogos eletrônicos podem deixar as crianças mais sedentárias, foi realizada intervenção através de jogos com dança e concluíram que essa atitude adotada nas escolas podem enco- rajar comportamentos positivos em casa. Diante disso, devemos encorajar crianças e adolescentes na era digital a promover estilos de vida saudável por meio de jogos eletrônicos, associando o desejo da brincadeira a necessidade da atividade física. 

Essas atitudes podem provocar mudanças nas relações, no comportamento e na rotina de todas as pessoas, identificar os possíveis benefícios que esses dispositivos podem trazer para a atenção à saúde é imprescindível para que os profissionais utilizem esses recursos como estratégias para ações de promoção, prevenção, tratamento e recuperação junto às crianças e adolescentes


Acadêmica: Kéllen Cristina Rodrigues Teixeira.


 


Atividades terapêuticas ocupacionais desenvolvidas com crianças e pré-adolescentes com síndrome de Down 

            As atividades terapêuticas ocupacionais são de suma importância para o indivíduos com síndrome de Down, principalmente as crianças e adolescentes, pois traz inúmeros benefícios para o desenvolvimento e aquisição de novas habilidades de tal. Estas atividades são voltadas para a socialização, habilitação/reabilitação. Como as crianças com síndrome de Down apresentam atraso no seu desenvolvimento e deficiência intelectual em algum grau, que irão se expressar por limitações significativas na área cognitiva e no comportamento adaptativo é interessante a práticas destas atividades ocupacionais, que podem ser:  aquelas envolvendo música, brincadeiras de empilhar, encaixar e construir.

 O ato de brincar é de suma importância para o desenvolvimento infantil e é a principal ocupação da criança, pelo ato de brincar a criança consegue explorar o ambiente, adquire novas habilidades, e compreende as coisas ao seu redor, por exemplo as relações. Já os pré-adolescentes tendem a se interessar por brincadeiras mais desafiadoras, como os jogos de tabuleiro, videogames e jogos de cartas. Estas atividades terapêuticas que são feitas de modo lúdico  trazem uma forma criativa, divertida e prazerosa de serem realizadas, ajudando no desenvolvimento de suas capacidades, interação e adaptação.

No trabalho da terapia ocupacional com as crianças com síndrome de Down, é dado ênfase no desenvolvimento de diferentes habilidades com pilar no uso da atividade como recurso terapêutico. São abordados vários aspectos como: motores, cognitivos, sensoriais, perceptivos, e sua habilidade de interação e participação nas atividades de vida diária. Tudo é trabalhado com base na organização do ambiente e na graduação do nível de suas dificuldades, começando pelas atividades mais simples até as mais difícil. Um dos lugares onde o atendimento terapêutico ocupacional pode ser realizado é na brinquedoteca, que é um espaço lúdico, atraente, seguro e com brinquedos variados para tais atividades. Contudo, é necessário e importante este tratamento ocupacional com atividades lúdicas, principalmente por serem crianças e se sentirem mais empolgados, e dispostos tratando se de brincadeiras e diversão fazendo parte do tratamento. 


REFERÊNCIAS: Pelosi, M. B., Ferreira, K. G., & Nascimento, J. S. (2020). Atividades terapêuticas ocupacionais desenvolvidas com crianças e pré-adolescentes com síndrome de Down. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, 28(2), 511-524. https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO1782

segunda-feira, 27 de junho de 2022

O Brincar de Crianças Autistas.

       O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que compromete algumas áreas cognitivas e comportamentais. Os primeiros sinais podem surgir antes dos 3 anos, como dificuldades na interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo. O brincar no autismo pode ser uma atividade restrita e peculiar, dependendo das características de cada criança e dos estímulos que recebe. 

    O brincar é uma atividade alterada pelas características do TEA, pois os padrões de comportamento e interesses restritos podem desencadear uma rigidez nas ações e em diversos aspectos de funcionamento diário, como padrões de brincadeiras. Segundo o DSM-V, as brincadeiras imaginativas estão ausentes ou com prejuízos no autismo. Assim como os jogos de imitação e rotinas simples da infância são vividos fora de contexto ou de um modo mecânico. Muitos estudos relatam a dificuldade das crianças com autismo em interagir com os pares nas brincadeiras. Assim como apresentam habilidades sociais limitadas, o que faz com as crianças com TEA demonstrem, muitas vezes, ter mais interesse pelos objetos do que pelas pessoas. 

   As crianças com autismo costumam brincar sozinhas e apresentam movimentos repetitivos, como girar as rodinhas de um carro de brinquedo. Esses objetos despertam seu interesse, pois podem ser manipulados por um longo período, ainda que o uso que fazem deles seja restrito e repetitivo. Esse comportamento leva, muitas vezes, à falta de novas estimulações vindas dos adultos, pais, cuidadores e responsáveis. Quando esta atividade — o brincar — não é significada, nem transformações são incentivadas, isso resulta em um brincar limitado e empobrecido. 

    O diagnóstico de autismo não pode ser um fator limitante, pois isso prejudica o desenvolvimento psíquico da criança. Enquanto a criança com desenvolvimento típico desenvolve o brincar naturalmente, esse processo não é tão simples nas crianças com autismo. Pode ser um processo longo, com dificuldades que podem levar os pais a se sentirem frustrados, que acabam desacreditando na importância do brincar. Segundo Vygotsky, o brincar é fundamental para o desenvolvimento psíquico de qualquer criança. Através das brincadeiras a criança pode reproduzir as situações vividas, agindo de maneira imaginativa para assimilar suas experiências e desenvolver a criatividade. Na brincadeira, a criança encena e dramatiza sua realidade e a ressignifica, o que contribui com o seu desenvolvimento. 

    Para brincar, a criança aprende a agir e a dar significado a experiências, sentimentos e emoções. A imaginação é uma atividade psíquica complexa e fundamental na infância. O afeto também está presente na relação entre imaginação e realidade. A imaginação é fundamental para a criatividade e amplia a assimilação das experiências vividas. Embora as crianças com autismo possam ter mais dificuldade nas interações sociais, isso não as impede de brincar. Na verdade as atividades lúdicas são essenciais para o seu desenvolvimento, assim como para o de qualquer criança.  




    O brincar ajuda no neurodesenvolvimento das crianças, pois estimula a interação, o desenvolvimento cognitivo e a consciência corporal. É muito importante estimular as crianças com autismo a brincar com seus colegas, de forma lúdica, sem forçá-las. Gradualmente, elas se sentem mais confiantes para se relacionar com o outro, desenvolvem habilidades como atenção, concentração, percepção e linguagem. O brincar também favorece o desenvolvimento motor e a noção de espaço, habilidades que devem ser estimuladas desde quando as crianças são pequenas. 


    Geralmente o interesse dos indivíduos autistas é focado em objetos, que podem ser manipulados por longos períodos. Há comprometimento de muitas funções, entre elas o brincar simbólico, que se caracteriza por recriar as vivências da criança por meio da fantasia, favorecendo a interpretação e a ressignificação do mundo no qual ela vive. A brincadeira da criança autista está marcada por atividades repetitivas, estereotipadas e sem diversidade. O desenvolvimento das crianças autistas é singular e precisa ser bem orientado. Para trabalhar com alunos com autismo precisa-se levar em conta as características da criança, suas limitações, suas vivências e seu relacionamento com o meio. Mediante esse processo é possível desenvolver práticas adequadas a cada criança especificamente, uma vez que, assim como qualquer ser humano, cada criança autista é única e apresenta características próprias. Com isso, percebe-se que os mediadores do processo de ensino-aprendizagem têm papel relevante no desenvolvimento dessas crianças. 






ACADÊMICA: LARA MERCY DA S. P.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

 

FORMAÇÃO ACADÊMICA DO FISIOTERAPEUTA: A UTILIZAÇÃO DAS ATIVIDADES LÚDICAS NOS ATENDIMENTOS DE CRIANÇAS: RESUMO

Para ser compreendido o porquê da utilização das atividades lúdicas no atendimento a criança, é importante sabermos o que são elas, e o quão importante se fazem no tratamento da criança. As atividades lúdicas são aquelas que fornecem entretenimento, que dão prazer e diverte as pessoas envolvidas. O conceito de atividades lúdicas está associado com o ludismo, ou seja, atividade relacionadas com jogos e com o ato de brincar. Estas atividades tornam se  importantes no tratamento infantil devido as criança serem mais agitadas e receosas quando se trata de “ ir ao médico”, pois na maioria das vezes ficam apreensivas, irritadas e com medo, trazendo assim um desconforto na realização do atendimento. A partir disso, evidencia se a importância de um atendimento lúdico para áreas como a da pediatria.

As atividades lúdicas no atendimento de crianças tem se tornado cada vez mais frequente, pois além de trazer o incentivo necessário para a criança participar ativamente do tratamento ainda traz grande diversão para tal. Os profissionais da fisioterapia pediátrica  tem se mostrado muito empenhados e ativos neste aspecto, pois sempre são abordados tratamentos e atendimentos que associam a reabilitação da criança juntamente com as atividades lúdicas para maior interação de tal.

No artigo estudado, que baseia se nesta temática, observam se dados de um estudo experimental que foi realizado pela Universidade Estadual de Londrina com a realização de 186 atividades lúdicas realizadas, atendendo especificamente a necessidade de cada criança, alguns tipos de jogos e brincadeiras foram observados nos atendimentos, que resultaram em determinados comportamentos individuais de cada criança. É também abordado no artigo sobre o leque de materiais e equipamentos que podem ser usado com as crianças, como: bolas, rolos, bancos, esteiras, planos inclinados, espelhos, andadores, prancha de equilíbrio, carrinhos, faixas elásticas, e brinquedos, todos esses itens podem ser utilizados na fisioterapia pediátrica.  ( FUJISAWA. et al, 2006).  

Portanto, faz se necessário sempre que for possível ser utilizada as atividades lúdicas para atendimentos infantis, pois este fator beneficiara muito o paciente, tanta na sua saúde física quanto emocional, ressalta se ainda que os brinquedos e os jogos são componentes essenciais no atendimento de crianças, e que a sua utilização de maneira correta torna a fisioterapia muito mais eficaz .


Referências: FUJISAWA, Dirce Shizuko et al. FORMAÇÃO ACADÊMICA DO FISIOTERAPEUTA: A UTILIZAÇÃO DAS ATIVIDADES LÚDICAS NOS ATENDIMENTOS DE CRIANÇAS. Atividades Lúdicas, Revista Brasileira, v. 12, n. 1, 2006.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

 
JOGOS E BRINCADEIRAS

   Os jogos e as brincadeiras são fontes de felicidade e prazer que se fundamentam no exercício da liberdade e, por isso, representam a conquista de quem pode sonhar, sentir, decidir, arquitetar, aventurar e agir, com energia para superar os desafios da brincadeira, recriando o tempo, o lugar e os objetos. Brincar é colocar a imaginação em ação. 


    O bom jogo não é aquele que a criança pode dominar corretamente, o importante é que a criança possa jogar de maneira lógica e desafiadora, e que o jogo proporcione um contexto estimulador para suas atividades mentais e amplie sua capacidade de cooperação e libertação. Nesse sentido, o lúdico tem caráter de liberdade e subversão da ordem que contrapõe a lógica da produtividade; indica pistas para definição de papéis sociais e da cultura humana subjetiva. 


   As brincadeiras estabelecem a relação entre o mundo interno do indivíduo imaginação, fantasia, símbolos - e o mundo externo - realidade compartilhada com os outros. Ao mesmo tempo, as crianças, ao brincarem, vão criando condições de separarem esses dois mundos e de adquirirem o domínio sobre eles.


   Entre os objetivos deste conteúdo pedagógico estão: ensinar as noções de cooperação e regras entre os alunos para brincadeiras em equipe, valorizar a cultura popular por meio de brincadeiras tradicionais e compreender normas de jogos pré-desportivos. Nos últimos anos atividades recreativas e a educação física escolar vem crescendo cada vez mais a partir da percepção da importância dessa prática em todos os momentos do ensino fundamental. 


   Desenvolver habilidade e capacidades pode trazer benefícios para o futuro. E uma das formas mais eficazes de se trabalhar nesta faixa etária é por meio de jogos e brincadeiras. Indicado para professores de educação física, educadores e coordenadores pedagógicos, este conteúdo pode ser utilizado também nas aulas de linguagens e possui dicas para atividades em dias de chuva ou escolas que não possuem quadras.