sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Bioma Floresta Amazônica - Jogos e brincadeiras

O Bioma Amazônico corresponde mais de 40% do território nacional e é constituída principalmente por uma floresta tropical. A Amazônia passa pelos territórios do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, e parte do território do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, é formada por distintos ecossistemas como florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras. Mesmo sendo o nosso bioma mais preservado, cerca de 16% de sua área já foi devastada, o que equivale a duas vezes e meia a área do estado de São Paulo. O desmatamento, as queimadas, a garimpagem, o agro pastoreio e a biopirataria representam os principais problemas ambientais enfrentados pelo bioma amazônico. essas ações devastadoras são responsáveis por graves mudanças climáticas em todo o planeta, como o aquecimento global. Amazônia é considerada um grande “resfriador” atmosférico e como maior abrigo da biodiversidade do mundo.

Clima

Na região amazônica chove bastante e a temperatura é elevada, normalmente variando entre 22ºC e 28ºC. É o chamado clima equatorial úmido, que caracteriza algumas áreas próximas à linha do Equador. E como o clima interfere? Pelo que vimos até aqui, você já deve imaginar alguma forma… Por exemplo: de acordo com a intensidade das chuvas sobe o nível dos rios; com o aumento do nível dos rios algumas áreas podem ser alagadas e, uma vez alagadas, essas áreas podem ser mais ou menos adequadas à vida de determinados vegetais e animais.

Relevo

As planícies são constantemente inundadas pela água dos rios. Na região de planaltos existem algumas serras, como as de Taperapecó, Imeri e Parima. Ficam na Amazônia as formações de relevo mais baixa – planície Amazônica – e mais alta – planalto das Guianas – do país. É nesse planalto que se encontra o Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, com cerca de 3.015 metros. Compõem o bioma Amazônia planícies (terrenos com pouca variação de altitude), depressões (tipo de relevo aplainado, onde são encontradas colinas baixas) e planaltos (terrenos com superfície elevada).

Solo

O solo da floresta amazônica é em geral bastante arenoso. Possui uma fina camada de nutrientes que se forma a partir da decomposição de folhas, frutos e animais mortos. Esta camada é rica em húmus, matéria orgânica muito importante para algumas espécies de plantas da região. Em áreas desmatadas, as fortes chuvas “lavam” o solo, carregando seus nutrientes. É o chamado processo de lixiviação, que deixa os solos amazônicos ainda mais pobres. Apenas 14% de todo o território pode ser considerado fértil para a agricultura.

Mas se apenas essa pequena parte é fértil, como existem tantas árvores? Aqui está um dos pontos essenciais para o equilíbrio do ecossistema.

Neste processo a camada de húmus tem um papel fundamental. Além disso, os poucos nutrientes presentes no solo são rapidamente absorvidos pelas raízes das árvores, e estas plantas, por sua vez, tornam a liberar nutrientes para enriquecimento do solo. Trata-se de uma constante reciclagem de nutrientes.

Cultura

Os povos e comunidades tradicionais da Amazônia encontram na caça, pesca e no extrativismo fonte de alimentação e renda. Além disso, alinham a esse modo de vida conhecimentos tradicionais que contribuem para a conservação do bioma e, assim, para a manutenção dos serviços ecossistêmicos.

Grupos indígenas, como os Yanomami, os Ashaninka, os Matis, os Marubo e os Kayapó, habitam a Amazônia há milhares de anos e lentamente acumularam um conhecimento detalhado sobre a floresta tropical úmida e os métodos para dela tirar sua subsistência.

JOGOS DA FLORESTA AMAZONICA

Descrição das brincadeiras

SOL E LUA - üacü rü tawemüc’ü

Essa brincadeira também é conhecida em outras localidades com outros nomes como PASSARÁ DE BOMBARÉ.

Crianças dispostas em coluna, segurando na cintura do que está à frente. Duas outras crianças, representando o SOL E A LUA, fazem uma "ponte", mantendo as mãos dadas acima. Cantando, as crianças passam sob a ponte várias vezes.

Numa das vezes o Sol e a Lua prendem o último ou os dois últimos. Perguntam-lhe para que lado querem ir. A criança escolhe e vai colocar-se atrás do Sol ou da Lua. E assim continuam até terminar. Quando todas as crianças passam, têm-se dois partidos. A duplas mantém os braços dados, e todos mantêm-se segurando na cintura do colega da frente. Vão puxar-se, para ver que partido ganhará. Ganhará aquele grupo que conseguir "puxar" o outro. E puxam várias vezes, marcando ponto para quem consegue derrubar ou desarticular o outro partido.

Nesse jogo vê-se não somente o uso da força. Surge a questão do poder de decisão, que é colocado em evidência. É dada à criança a opção de escolha do partido ao qual quer pertencer. Além disso é também trabalhada a noção de equipe, de conjunto, pois é todo um partido fazendo força para puxar o outro partido.

CABAS - Maë

Essa é uma brincadeira conhecida em todas as comunidades por nós visitadas. As crianças são divididas em dois grupos: um de roçadores e outro que representa as cabas. Essas sentam-se frente à frente numa pequena roda, cada uma segurando na parte de cima da mão do outro, como se fosse o ninho de cabas. Cantam e balançam as mãos para cima e para baixo. Os roçadores fazem movimentos com os braços, como se estivessem roçando sua plantação até chegar próximo ao ninho de caba. Um deles, sem perceber bate no ninho e as cabas saem a voar e a picar os roçadores. É um salve-se quem puder.

As cabas ou marimbondos são insetos muito comuns nas matas. Uma picada de caba pode ocasionar muita dor, febre e moleza na pessoa, que às vezes fica um dia sem poder trabalhar, dependendo do local onde foi picado. A moral dessa história é que "quem mexe em casa de caba acaba picado por ela".

O Senhor João Farias, morador dessa localidade, explicou algumas passagens da história dos Tikunas, inclusive a origem dessas brincadeiras. Ele disse que "Yoí foi o primeiro homem que existiu. Ele era só no mundo. Então, perto dele existia essa caba. O nome dessa caba era MATIE, e ela não queria que ninguém existisse no mundo. A caba vivia brigando o tempo todo com Yoí. Quando Yoí tirou as crianças do seu joelho (a origem dos Tikunas conta que Yoí e seus irmãos nasceram do joelho de Nhupata, pai de todos), a caba continuou querendo matá-lo e as crianças também. As cabas viviam numa casa, construída no galho da árvore, que balançava ao vento. Então essa história conta essa briga do Yoí com as cabas".

É exatamente essa a história que as crianças contam nessa brincadeira. Até os movimentos do ninho balançando na árvore é bem representado pelas mãos colocadas uma sobre a outra.


REFERÊNCIAS

https://amazonialatitude.com

http://www.motricidade.com/index.php/repositorio-aberto/40-docencia/1194-brincadeiras-e-jogos-da-crianca-indigena-da-amazonia-algumas-brincadeiras-da-crianca-tikuna#:~:text=SOL%20E%20LUA%20%2D%20%C3%BCac%C3%BC%20r%C3%BC,mantendo%20as%20m%C3%A3os%20dadas%20acima.

https://www.ibflorestas.org.br/bioma-amazonico#:~:text=O%20Bioma%20Amaz%C3%B4nico%20chega%20ocupar,Mato%20Grosso%2C%20Rond%C3%B4nia%20e%20Tocantins.

Por: Camila Lima de Souza

Colaboradores: Dennize Luiza Oliveira , Geovana Costa e SIlva, Renato Coelho e Karolayni Costa Silva.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Bioma Floresta Amazônica - Jogos e brincadeiras


A Amazônia é um bioma único no mundo e que tem 60% de sua extensão no Brasil. Nós brasileiros somos muito sortudos por sermos os protetores desta fonte de água e vida.

Fauna

Pesquisas indicam que na Amazônia existem cerca de trinta milhões de espécies animais. Dá para acreditar? E isso porque nem todas as espécies foram encontradas e estudadas pelos cientistas. Lá existem alguns animais que ainda são desconhecidos pelos homens.



Vegetação

A vegetação divide-se em três categorias: matas de terra firme, matas de várzea e matas de igapó.

As matas de terra firme são aquelas que estão em regiões mais altas e por este motivo não são inundadas pelos rios. Nelas estão árvores de grande porte, como a castanheira-do-pará e a palmeira.

As matas de várzea são as que sofrem com inundações em determinados períodos do ano. Na parte mais elevada desse tipo de mata, o tempo de inundação é curto e a vegetação é parecida com a das matas de terra firme. Nas regiões planas, que permanecem inundadas por mais tempo, a vegetação é semelhante a das matas de igapó.

  As matas de igapó são as que estão situadas em terrenos mais baixos. Estão quase sempre inundadas. Nelas a vegetação é baixa: arbustos, cipós e musgos são exemplos de plantas comuns nestas áreas. É nas matas de igapó que encontramos a vitória-régia, um dos símbolos da Amazônia.


Água

A água é um importante componente em um ecossistema. No caso da floresta amazônica, a água doce é abundante: trata-se da maior bacia hidrográfica do planeta. Seu principal rio é o Amazonas, que possui mais de mil afluentes (rios menores que nele deságuam), é o mais largo do mundo e grande responsável pelo desenvolvimento da floresta.


Jogos e Brincadeiras Da Floresta Amazônica

Jogos e brincadeiras indígenas

TUCUXI

Essa brincadeira é feita dentro d’água. São dois grupo de crianças, representando os botos e os pescadores. Os botos permanecem mergulhando e boiando. Quando saltam fora d’água, os pescadores tentam acertá-los com as flechas. Quem for flechado, morre e se quiser, troca de papel.

O boto Tucuxi é uma figura das mais tradicionais no imaginário popular amazônico. As histórias de boto são muito contadas e todas remetem ao fato de que o boto aparece nas festas, como um homem bonito, de branco e usando chapéu. É sempre disputado entre as mulheres, dada a sua classe e beleza.

PIRARUCU

Em círculo, de mãos dadas, uma criança no centro. Essa criança que está no centro desloca-se e ao pegar no braço do colega pergunta-lhe "qual é essa madeira?". A outra criança responde pelo nome de uma madeira da região. A seguir, o "pirarucu" apoia-se e senta-se nos braços de dois colegas, que o lançam para o ar. Prossegue assim até terminar a roda. Quando termina, começa a fuga. O pirarucu corre e tenta sair do "lago" simbolizado pela roda. O colegas, de mãos dadas, tentam impedir a saída com os braços, que representam madeiras fortes. Quem não consegue evitar a saída vai substituí-lo.

Referências

http://www.motricidade.com/index.php/repositorio-aberto/40-docencia/1194-brincadeiras-e-jogos-da-crianca-indigena-da-amazonia-algumas-brincadeiras-da-crianca-tikuna

https://educacaointegral.org.br/metodologias/por-que-integrar-o-brincar-ao-processo-educativo-das-criancas/#:~:text=J%C3%A1%20nos%20dias%20mais%20quentes,na%20piscina%2C%20mergulhar%20e%20boiar.

https://www.significados.com.br/bioma-amazonia/

http://www.alinepinheirofotografia.com.br/caraiva-espirito-livre/

https://br.pinterest.com/pin/363384263679634564/

https://territoriodobrincar.com.br/tag/terra-indigena-panara/


Por: Dennize Luiza Oliveira 

Colaboradores: Camila Lima de Souza, Geovana Costa e SIlva, Renato Coelho e Karolayni Costa Silva.



quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Jogos e Brincadeiras - Mato grosso do sul

ADEDONHA

Essa vem de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Primeiro, todos dizem “adedonha” e colocam o número de dedos que quiserem à mostra. Depois, contam como se cada um deles correspondesse a uma letra do alfabeto. Daí, precisam dizer palavras com a letra escolhida até que alguém erre.

Categorias populares em Adedonha

Algumas categorias de palavras são mais utilizadas em partidas de Adedonha. Confira quais são para se preparar melhor para a próxima vez que for brincar.

Nomes de pessoas;

Animais;

C.E.P. (Cidade, Estado e País);

Cores;

Frutas;

Objetos;

Profissões;

Parte do Corpo Humano;

Marcas;

Adjetivos ou MSÉ (Minha Sogra É);

Programas de TV;

Filmes.


CADA MACACO NO SEU GALHO

Brincadeira bem legal que vem de Campo Grande (MS)! Colocar os bambolês no chão e pedir que cada aluno entre dentro dele, um aluno ficará sem, esse será o macaco sem galho. Quando o professor disser: cada macaco no seu galho! Todos terão que trocar de lugar até mesmo o aluno que ficou sem bambolê. Sobrará um novamente. Esse então será o macaco sem galho. A brincadeira continua até todos participarem.


FUI À FEIRA

A última sugestão vem de Campo Grande e se brinca assim. Um jogador diz em voz alta “Fui à feira e comprei…”, dizendo o nome de uma fruta ou qualquer coisa que seja comprada no mercado. O colega precisa repetir a frase do primeiro, acrescendo outra compra, e por aí vai. Ganha quem se lembrar de todas as mercadorias e disser a sua sem repetir alguma que já tenha sido falada.


Rei da Lata – brincadeira que se originou em Ponta Porã no Mato Grosso do Sul

Em volta de um poste, o grupo de jogadores desenha um círculo, que será o mundo. Depois, eles colocam uma lata dentro do círculo. Um dos participantes chuta a lata longe. A criança que foi escolhida para ser o pegador vai buscá-la e volta de costas. Enquanto isso, os outros se escondem. Quando o pegador acha alguém, ele pega a lata e bate no poste, dizendo “1, 2, 3, e o nome da pessoa”. Para salvar todos, um dos jogadores que estavam escondidos precisa chegar até a lata antes do pegador, tirá-la do chão e bater no poste três vezes dizendo “salve, salve”.

Por: Dennize Luiza Oliveira e Karolayni Costa Silva

Colaboradores: Camila Lima de Souza, Geovana Costa e SIlva, Renato Coelho.


Referência

https://www.scielo.br/j/pp/a/YLRh3r9fW3Djr5z7mNvQsHz/?format=pdf&lang=pt

https://lereaprender.com.br/adedonha/

https://comunidadedoesporte.wordpress.com/2012/06/29/atividades-de-educacao-fisica-para-a-educacao-infantil/

https://territoriodobrincar.com.br/territorio-do-brincar-na-midia/brincar-e-universal-brincadeiras-tradicionais-de-varios-estados/ 








segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Brincadeiras regionais - Tocantins

 

Corrida de ohô

A corrida do ôhô ou corrida de disputa, foi originada nas tribos indígenas do estado do Tocantins bem próximo ao divisor de águas do Tocantins, essa brincadeira é realizada de dois em dois, ode um participante demarca a saída, um local onde a criança deverá tocar a mão e a chegada que normalmente é batida na mão de um ancião. É uma prova de velocidade e ganha quem chega primeiro.

Brincadeira Roubo da Melancia

Brincadeira originada na região norte , que se popularizou bastantes no Tocantins, envolve uma missão, a missão do “ladrão” é levar todas as “melancias” da plantação para uma área demarcada. As frutas são crianças agachadas no chão. Quando abordadas pelo ladrão, devem dar o braço e acompanhá-lo.

Só o dono da plantação pode salvar as melancias e devem rondá-las, evitando o bote do ladrão. As melancias que forem salvas voltam para a plantação mas, podem ser roubadas novamente.

O jogo acaba quando o ladrão consegue levar todas as melancias para o seu lado.

O jogo da bolinha

Na tribo indígena Apinajé ou Apinayé , essa brincadeira é muito conhecida e as crianças adoram, além de ser bem fácil de ser executada, é uma mistura de vôlei com peteca (aquela com penas que conhecemos) onde as crianças permanecem espalhadas,

O ancião segura várias bolinhas (feitas por eles mesmos) e vai jogando uma de cada vez. As crianças têm que bater nas bolas com a palma das mãos e não deixar que caiam, passando umas para as outras. O interessante é que ficam várias bolinhas em jogo ao mesmo tempo, e todas as crianças podem brincar ao mesmo tempo.



Por: Camila Lima de Souza

Colaboradores: Dennize Luiza Oliveira, Geovana Costa e Silva, Renato Coelho e Karolayni Costa Silva.

Referencias:

https://escolaeducacao.com.br/brincadeiras-da-regiao-norte/

https://www.google.com/search?q=brincadeiras+tocantins&oq=brincadeiras+tocantins&aqs=chrome..69i57j0i22i30l2.9152j0j4&sourceid=chrome&ie=UTF-8

https://www.google.com/search?q=chocolate+ingl%C3%AAs+brincadeira&sxsrf=AOaemvJUGjiprxc3lKgL0_h93-wU1rimkQ:1631576394458&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjU7qjbj_3yAhV2qJUCHb65C9kQ_AUoAXoECAEQAw&biw=1366&bih=625

https://www.efdeportes.com/efd211/brincar-jogar-se-divertir-as-criancas-apinajes.htm




terça-feira, 21 de setembro de 2021

Jogos e Brincadeiras - Goiás

 

Balança Caixão

Muito conhecida em Goiás, essa brincadeira começa com uma criança que se senta em um banco e será considerada como rei ou rainha. Outra fica de servo ou serva e apoia o rosto no colo do rei ou rainha.

As demais formam uma fila atrás da criança que está servindo, apoiando-se nas costas umas das outras. Daí, a fila balança para os lados enquanto as crianças cantam em coro:

“Balança caixão,

balança você,

dá um tapa nas costas

e vai se esconder”.

Nesse ponto, o último da fila dá uma tapinha nas costas do colega da frente e se esconde. Isso deve ser feito até chegar ao servo ou serva, que deve procurar as outras crianças.


Bolinha de Gude

Como jogar:

Desenhe um triângulo ou um círculo no chão. Espalhe as bolinhas dentro da área desenhada. Em cada lugar do Brasil, a brincadeira pode ter um objetivo. Então como jogar bolinha de gude pode ter variações, temos duas sugestões para você:

-Jogue as bolinhas para tentar tirar as que estão posicionadas dentro da área marcada no chão.

-Jogue as bolinhas com o objetivo de bater nas bolinhas do seu adversário para conquistar as dele.

Nesta brincadeira de bolinha de gude, cada bolinha que você acertar passará a ser sua. Depois disso, prepare-se para muita diversão.



Peteca- indígena

Nesta brincadeira indígena, os participantes ficam em círculo para jogarem em grupo ou um na frente do outro no caso se for somente dois jogadores. A peteca deve ser lançada de uma criança para a outra batendo no fundo dela com a palma da mão. Não pode deixar a peteca cair se não é desclassificado da brincadeira.




Corre Cotia

Como brincar: Todos devem sentar no chão, formando um círculo. Uma das crianças corre do lado de fora da roda com um lenço ou bola na mão, ao ritmo da ciranda (veja letra abaixo). Ao fim da cantoria, a meninada que está sentada abaixa a cabeça e tapa os olhos com as mãos. Quem está correndo deixa cair o lenço ou bola atrás de um dos sentados. Este deve pegar o lenço e correr atrás de quem o deixou. O lugar vazio da roda é o pique. Quem perde, fica fora da roda e a brincadeira recomeça. Quem é pego tem de pagar uma prenda, definida pelo grupo.



"Corre cotia
Na casa da tia
Corre cipó
Na casa da vó
Lencinho na mão
Caiu no chão
Moça bonita
Do meu coração
Pode jogar?
Pode"




Por: Karolayni Costa Silva

Colaboradores: Camila Lima de Souza, Dennize Luiza Oliveira, Geovana Costa e SIlva, Renato Coelho.










terça-feira, 14 de setembro de 2021

Jogos e Brincadeiras - Mato grosso/Indígenas

Tatu

   Entre os Xavantes, fazer cócegas é impensável. No cerrado, região onde vivem, meninos e meninas conhecem essa brincadeira com o nome de “tatu”. Isso porque é muito difícil pegar o tatu quando ele se esconde na sua toca, não há quem o tire com as mãos. Pode puxá-lo pelo rabo, mas ele prende suas unhas na terra e não sai de lá por nada.

   Como brincar de Tatu : A força é uma característica muito valorizada entre os Xavante, ao lado da valentia e da coragem. Mesmo que seja em brincadeiras, ela é importante entre as crianças. Na brincadeira do tatu, por exemplo, as crianças só se soltam umas das outras quando a pessoa que está “caçando” usa sua própria força.

    Essa brincadeira é sucesso garantido nas mais diversas situações e proporciona risadas o tempo todo.




Peteca

  O nome “peteca” – de origem Tupi e que significa “tapear”, “golpear com as mãos” – é hoje o mais popular entre todos os nomes desse brinquedo tão conhecido no Brasil.

   Ainda hoje muitas pessoas aguardam o tempo das colheitas para elaborar seus brinquedos. Com as palhas do milho trançam diferentes amarras e laços e criam petecas de vários formatos.



   O senhor Toptiro é cacique da aldeia Xavante Abelhinha, no Mato Grosso e costuma dizer que uma única brincadeira por dia é suficiente para animar as crianças. Para quem vive o tempo acelerado das grandes cidades, pode parecer incrível que um grupo de crianças de 4 a 13 anos consiga permanecer ocupado um dia inteiro com apenas uma brincadeira.

   Depois de pronto, o brinquedo xavante está leve e ágil para ser usado em um jogo que exige as mesmas habilidades dos participantes: leveza e agilidade.

   Como jogar : Essa brincadeira indígena é muito parecida com uma partida de “queimada” – aquele jogo de arremessar a bola no adversário – mas há algumas diferenças: troca-se a bola por meia dúzia de tobdaés; não existe um campo definido por linhas no chão; e, no lugar das duas equipes, dois adversários disputam a partida.

  Cada jogador começa a partida com uns três tobdaé nas mãos. Ao mesmo tempo em que faz seus lançamentos, precisa fugir dos arremessos do adversário para não ser queimado. Esse “corre e pega” só termina quando uma pessoa é atingida por um dos tobdaé do outro. A pessoa “queimada” sai do jogo e dá a vez para um novo jogador, e a disputa recomeça.

Boca de forno - Origem: Cuiabá (MT)

  Como brincar de Boca de Forno : Primeiro uma pessoa é eleita como “o senhor”; esta pessoa irá dar as ordens na brincadeira, os demais participantes terão apenas que cumprir suas ordens. A ordem consiste em achar um determinado objeto; caso a criança não consiga encontrar e trazer o objeto pedido, ela é obrigada a pagar uma prenda que pode ser cantar ou dançar uma música, imitar um bicho ou qualquer outra coisa.

Diálogo entre o “senhor” e os demais participantes:

Senhor: – Boca de Forno!

Crianças: – Forno.

Senhor: – Faz o que eu mandar?

Crianças: – Faço.

Senhor: – Se não fizer?

Crianças: – Toma bolo.

Então o “Senhor” pede para que as crianças peguem um objeto.

Variações

  Pode-se formar dois grupos de crianças e, ao invés de um objeto, o “senhor” pode pedir dois objetos; o grupo que encontrar primeiro ganha e o segundo paga a prenda.


Amarelinha – Origem: Cuiabá (MT)

  Como brincar de Amarelinha: com um giz, faça um desenho com quadrados ou retângulos numerados de 1 a 10 sendo que, no topo, deve-se colocar "céu" em formato oval. A partir daí, as regras são bem simples.

  Para começar, você tem que criar a base do jogo. Existem já à venda tapetes base com a amarelinha desenhada, mas a verdadeira e tradicional é desenhada no chão com giz!

  Então comece por desenhar uma fila de 3 quadrados, do mesmo tamanho, na vertical. Depois, sobre eles, desenhe 2, lado a lado, fazendo a junção dos mesmos coincidir com o centro do terceiro quadrado antes desenhado.

  Continue desenhando sobre estes dois mais 1 quadrado, ao centro e, por cima dele, novamente mais 2. Termine com mais 1 quadrado e, no topo, desenhe um arco de um lado ao outro do quadrado.

  Escreva em cada quadrado um número, pela ordem, de 1 a 9 e, no arco, escreva céu.

  Agora é só encontrar uma pedrinha de dimensão média para começar a jogar.